A DOR NO DIA-A-DIA
Introdução
O impacto de muitas das perturbações responsáveis pela dor, como as do aparelho locomotor, ao contrário das cefaleias, pode ser pelo menos parcialmente reduzido através da prevenção a diferentes níveis. A deteção precoce é muito importante (por exemplo no caso de aparecimento de doença reumática) e o início imediato do tratamento quando estiver indicado, mas também é importante adotar medidas preventivas contra os fatores de risco.
Alguns deles são, obviamente, inalteráveis, por exemplo, a idade e o sexo, enquanto outros, pelo contrário, podem ser modificados graças à intervenção direta das partes interessadas.
Entre os fatores que podem ser alterados, o principal é, sem dúvida, a adoção de um estilo de vida saudável. Podem ser incluídos, sob esta expressão, os cuidados com a dieta, o exercício, o peso corporal, reduzir o consumo de álcool e deixar de fumar.
Dieta

No que respeita à alimentação, uma dieta saudável é, sem dúvida, essencial para garantir o bem-estar da pessoa e para reduzir o risco de desenvolver doenças crónicas. Por isso, é importante seguir uma dieta que assegure uma ingestão adequada de frutas, legumes, vitaminas e minerais.
Em alguns casos é importante seguir dietas que reduzam o excesso de peso. É uma intervenção que, além de favorecer o equilíbrio metabólico do corpo, reduz o risco cardiovascular e o risco de desenvolver doenças como a diabetes, e é extremamente útil na redução ou prevenção do aparecimento de dor nas articulações. Pense, por exemplo, nos que sofrem de dor nas costas ou no joelho. Estas são as articulações que suportam todo o peso do corpo. Há estudos clínicos que demonstram como a adoção de uma dieta adequada, juntamente com o exercício físico, ajuda à capacidade funcional inclusivamente em pessoas que já desenvolveram artrose do joelho.
Noutros casos, com a finalidade de prevenir o aparecimento de perturbações dolorosas, há que evitar certos alimentos. Este é o caso das enxaquecas, uma situação para a qual se sabe que há certos fatores desencadeantes, como determinados alimentos e aditivos. Os alimentos com um elevado teor de uma substância em particular, a tiramina, são potencialmente capazes de desencadear um ataque. Esta substância não se encontra em quantidade nos alimentos frescos, mas tende a concentrar-se nos mesmos quando já não estão frescos, quando fermentaram ou quando se conservaram durante muito tempo (quadro). Do mesmo modo, devem evitar-se certos aditivos, como o aspartame utilizado como adoçante, o glutamato de sódio, assim como o consumo de álcool, especialmente o vinho e as bebidas com cafeína.
| Alimentação | Precauções |
| Carne, peixe, aves, ovos | evite os alimentos que já não estão frescos, que estejam fermentados, salgados, fumados ou em escabeche |
| Produtos lácteos | evite os queijos curados |
| Cereais, pão, massa | podem ser consumidos, desde que sejam preparados evitando os ingredientes de risco proibidos |
| Legumes | evite os produtos fermentados de soja, ervilhas doces, favas, chucrute, picles, azeitonas |
| Fruta | evite os frutos secos |
Desporto

A atividade física é um dos pilares de um estilo de vida saudável. No entanto, também a prática desportiva pode expor-nos a problemas, sendo os principais, sem dúvida, as perturbações músculo-esqueléticas. Os atletas, por exemplo, estão muito expostos ao risco de lombalgia já que, em praticamente qualquer tipo de desporto, a coluna vertebral está submetida a uma grande tensão, pela necessidade de realizar movimentos de rotação ou torsão e absorver a pressão e também possíveis impactos.
Calcula-se que entre 5-10% de todas as lesões que acontecem praticando desporto implicam a coluna vertebral lombar.
Em geral, as perturbações músculo-esqueléticas dos atletas incluem situações agudas como contusões, distensões musculares, entorses, fraturas e situações crónicas, geralmente devido a problemas de sobrecarga, ou seja, abuso das estruturas ósseas e dos músculos/tendões. A sobrecarga é a principal causa de traumatismo desportivo: como resultado dessa sobrecarga, ocorre o trauma. Pode implicar diversos componentes do sistema músculo-esquelético (músculos, tendões, ligamentos, cartilagens, ossos, articulações e tecido conectivo), individualmente ou combinados entre si.
As chamadas fraturas de stress também podem figurar entre as possíveis consequências de stress músculo-esquelético excessivo. Esta é uma lesão que pode afetar qualquer osso e que é causa de microfraturas provocadas pela exposição repetida a cargas consideráveis, embora individualmente se situem abaixo do limiar de fratura. Isto dá origem a alterações no osso que, se não se alterar a carga, se irão converter numa fratura completa.
Os diferentes tipos de desporto implicam um risco de diversas perturbações músculo-esqueléticas. Por exemplo, os que praticam futebol estão mais expostos à sobrecarga das extremidades inferiores, que pode implicar a inserção dos tendões, em particular do tendão rotuliano e do tendão de Aquiles, e inguinal. Do mesmo modo, os que jogam ténis podem sentir inflamação dos tendões que se inserem no cotovelo, com o aparecimento de epicondilite, conhecida como cotovelo de tenista. A lombalgia é uma das perturbações que, com maior frequência, afeta os esquiadores com maior frequência. Também a corrida expõe os indivíduos a um elevado risco de lombalgia, por causa do stress repetido tanto dos discos intervertebrais como das articulações que ligam as vértebras entre si. Além disso, cerca de 30% dos que praticam caminhada têm problemas com o seu tendão de Aquiles. De facto, estima-se que os entusiastas de caminhada de resistência tenham aproximadamente 31 vezes mais risco de sofrer de tendinopatia do que as pessoas da mesma idade que não a praticam. Pelo contrário, outros desportos como o voleibol e o basquetebol expõem-nos a um aumento de risco de tendinite rotuliana.
Algumas precauções
Ao produzir-se uma lesão, o atleta deve evitar a atividade específica que a causou até estar totalmente recuperado. Com o objetivo de não deixar de treinar, podem fazer-se exercícios que não provoquem stress nem dor na zona afetada. Após a recuperação, é necessário que os movimentos que interferem com a zona afetada sejam de baixa intensidade, para fortalecer gradualmente os músculos, tendões e ligamentos debilitados e para que se recuperem, gradualmente, por completo.
Prevenção
Para prevenir o risco de lesões durante a prática desportiva, são úteis algumas regras gerais. Aquecer adequadamente os músculos antes de iniciar o exercício e, de modo semelhante, realizar uma fase de arrefecimento quando termina o exercício, é sem dúvida essencial.
Também se deve garantir uma ingestão adequada de líquidos, bebendo aproximadamente 120-240 ml em cada 15-30 minutos, com a necessidade de tomar bebidas que contenham minerais quando se tem que manter o esforço durante muito tempo (maratona). Outra ajuda provém do equipamento: com uns sapatos adequados podem apoiar-se melhor os tornozelos, inclusivamente o uso de capacetes de proteção pode evitar danos graves a quem anda de bicicleta.
Quanto ao resto, há que dizer que a prática de atividade física é, em si mesma, uma ajuda na prevenção de lesões, porque os tecidos exercitados tornam-se mais capazes de suportar o stress. Uma última recomendação importante: pare imediatamente quando sentir os primeiros sinais de dor. É um sinal de alarme que o avisa de que se está a aproximar o aparecimento de danos por sobrecarga. Deter-se a tempo pode limitar a extensão dos danos nos músculos e nos tendões.
Trabalho

Existem vários tipos de trabalhos que podem expor os implicados a um risco para a saúde. Sem dúvida, as perturbações músculo-esqueléticas, incluindo a dor lombar, estão entre as mais frequentes e significativas para a saúde dos trabalhadores, bem como entre as mais dispendiosas em termos de impacto económico para a empresa, tanto pelos custos diretos como pelos indiretos atribuíveis essencialmente a uma menor produtividade.
Segundo dados publicados em 2010 pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, em 27 dos 28 países da UE (quando se realizou este inquérito a Croácia ainda não era membro) uma quarta parte dos trabalhadores europeus sofrem de dores lombares, e aproximadamente 23% sofre de dor muscular relacionada com o trabalho.
Há vários fatores que podem favorecer o aparecimento de perturbações músculo-esqueléticas dolorosas nos trabalhadores. Alguns destes são devidos ao estado da pessoa, como a idade, a obesidade, o tabagismo, a estrutura física e os antecedentes clínicos prévios. Os fatores físicos relativos às características do trabalho e os movimentos que se tenham que realizar, assim como o ambiente de trabalho, desempenham um papel importante. Por isso, ter que realizar movimentos como levantar-se, suportar carga, empurrar ou puxar, fazer movimentos repetitivos ou ter que adoptar posturas forçadas (com os braços levantados por cima dos ombros, estar muito tempo de pé, etc.) são sem dúvida capazes de provocar o aparecimento de dor muscular ou perturbações ósseas e articulares. Há outros fatores físicos que podem contribuir para o aparecimento da dor, como estar exposto a vibrações ou compressões, ou se a atividade for realizada num ambiente de trabalho frio.
Categorias de maior risco
Quem tem um risco mais elevado de sofrer do aparecimento de dor osteoarticular ou muscular são os trabalhadores de atividades manuais, com um risco que aumenta com a idade.
Entre as categorias nas quais as perturbações se manifestam com maior frequência estão, por exemplo, os agricultores, os pescadores, os operários de construção civil, os carpinteiros, os motoristas, os enfermeiros, os empregados de limpeza e os porteiros. É importante assegurar uma informação adequada aos trabalhadores e fornecer-lhes dados sobre os riscos relacionados com a postura e a falta de recuperação, e como prevenir os riscos, assim como organizar sessões de formação.
Medidas preventivas
Há algumas regras gerais que podem ajudar a evitar, ou pelo menos a reduzir, os efeitos atribuíveis a determinadas posturas, a partir da fase de conceção do local de trabalho. É fundamental a aplicação dos princípios ergonómicos e consultar os trabalhadores na etapa de conceção dos procedimentos de trabalho.
Uma precaução especialmente útil que protege a cabeça, o pescoço, os ombros e as costas é adaptar a altura do posto de trabalho ao tipo de atividade a realizar. Também é importante que o posto de trabalho seja de altura regulável, que tenha garantida uma visibilidade adequada (brilho, ausência de reflexos, dimensões) e que haja superfícies de trabalho inclinadas para evitar que os trabalhadores tenham que dobrar o pescoço. Também é importante evitar as posturas que impliquem trabalhar com os braços atrás ou ao lado do corpo, e evitar ou limitar os trabalhos que impliquem trabalhar com os braços levantados por cima dos ombros. Entre as medidas úteis para braços e mãos incluem-se apoiar os braços quando se vai fazer uma operação levantando os mesmos. As ferramentas manuais que vão ser utilizadas devem ter uma forma adequada para que as articulações fiquem numa posição quase neutra.
Com respeito às extremidades inferiores, é importante que se garanta um espaço adequado para os pés, com o objetivo de permitir que o trabalhador possa aproximar-se sem ter que se dobrar. Deve proporcionar-se um apoio para os pés. É aconselhável o uso de soalho anti-fadiga (borracha, vinil, madeira) que ajuda a reduzir a fadiga no caso de pessoas que têm que estar em pé durante longos períodos de tempo sobre superfícies duras, e proporcionar um assento que permita a alternância entre estar de pé e sentado.
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